Vereador diz que é perseguido por cobrar transparência em Afonso Cláudio

Texto Kennedy Lenk/Foto: Allex Cordeiro

Uma discussão entre o vereador Josimar Neves da Silva, o Tilim, (PV) e o prefeito Edélio Francisco Guedes (MDB), ainda é um assunto muito comentado em Afonso Cláudio, região serrana do Estado. Enquanto a Câmara decide sobre a cassação ou não do vereador por conta de uma suposta agressão verbal ao prefeito durante uma reunião ocorrida no dia 29 de março deste ano, o povo pede ação e trabalho,  não POLITICAGEM.

Nas redes sociais o tema vem sendo debatido com muita frequência e, pelo “andar da carruagem” vai se prolongar até a decisão final, que não tem data marcada.  No próximo dia 29, as testemunhas que acusaram o vereador de agressão verbal e física ao prefeito, serão ouvidas pela comissão processante. De acordo com o vereador Tilim, tudo não passa de perseguição por conta de algumas cobranças de irregularidades registradas por ele.

O vereador confirma que deu dois tapas na mesa durante a reunião em uma situação que, segundo ele, foi por conta de humilhação sofrida por um fotógrafo que traz divisa para o município. O profissional buscou apoio do legislativo para uma reunião com o prefeito Edélio Guedes, que teria sido grosseiro na sua negativa de deixá-lo fotografar as crianças nas Escolas. Tilim conta que ficou enraivecido e socou a mesa duas vezes, porém, ele afirma que não agrediu Edélio verbalmente.

Após o ocorrido na reunião, o vereador relatou ao Portal de Notícias Diário ES e a um programa da Rádio Mais FM,  que a prefeitura deveria regularizar o transporte escolar, disse que ficaria mais transparente e mais seguro se todos os motoristas e monitores do transporte escolar tivessem curso específico. Pediu também que todos os veículos recebessem adesivos, já que, segundo ele, existem muitas denúncias de uso indevido de veículos.

Relatou que, com os adesivos oficiais da PM, seria fácil identificar quem estaria tirando proveito do dinheiro público com a utilização do veículo para fins particulares. Outras cobranças foram feitas e o vereador afirma que apenas cumpre seu papel de fiscalizar e não de vingança contra o prefeito. Por fim, ele comentou que está seguro sobre sua postura e vai continuar com o seu lema, que já virou figurinha “Vamo que vamo, que o tempo tá passando”.

“Estou fazendo meu papel de vereador, e isso incomoda muita gente que está no poder. Triste saber que quem me acusou de agressão é um funcionário que não estava na sala. Fui eleito pelo povo com 589 votos e continuo humilde. Que política é essa, que fazem de tudo para impedir o vereador de executar seu trabalho. Mas estou confiante porque não houve quebra de decoro e meu advogado e a comissão processante da câmara, estão cientes de tudo que ocorreu na reunião,” concluiu o popular Tilim.

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