Professor indicado a prêmio internacional é impedido de dar aulas na rede estadual

Wemerson Nogueira foi indicado ao prêmio Global Teacher Prize de Sunny Varkey 2017 da Fundação Varkey. Em 2017, Wemerson foi nomeado ‘embaixador da educação’ pelo MEC. Ele foi denunciado por usar um diploma falso em concursos e processos seletivos

Texto: Redação FV/Foto: Reprodução

O professor Wemerson Nogueira, o ‘Professor Nota 10’, foi impedido pela Secretaria de Estado de Educação (Sedu) de lecionar na rede pública estadual de ensino, pelos próximos cinco anos, conforme publicado no Diário Oficial do Espírito Santo.

Segundo a publicação, o Estado determina a “demissão e a destituição de função de confiança ou de cargo em comissão incompatibilizam o ex-servidor público para nova investidura em cargo ou função pública estadual”.

Wemerson foi indicado ao prêmio Global Teacher Prize de Sunny Varkey 2017, da Fundação Varkey, pelo projeto de análise de elementos químicos na água do Rio Doce. O projeto foi realizado com alunos de uma escola do município de Boa Esperança, no norte do estado. Em 2017, Wemerson foi nomeado ‘embaixador da educação’, pelo MEC.

Em 2018, o então professor foi denunciado pelo Ministério Público do Espírito Santo (MPES) por uso de falsos diplomas e certificados de conclusão de curso de especialização, nos processos seletivos e concursos públicos realizados. Segundo a denúncia, Wemerson também teria que ressarcir o estado pelos danos causados pela infração penal.

Wemerson se defender da acusação e alegou ter sido vítima da instituição de ensino. “O que os meus advogados estão mostrando é que eu não agi de má fé, e que eu fui vítima de uma quadrilha, das pessoas que ofereceram os cursos pra mim”. A instituição, por sua vez, alegou que em 2015 a universidade constatou irregularidades em diversos diplomas apresentados para a Sedu e comunicou as autoridades.

“O MP tem que investigar porque eu recebi recurso público como professor. Como ele entende que eu recebi de forma indevida, ele ajuizou a ação para que eu devolva os meus salários recebidos e ao mesmo tempo, tenta me enquadrar como estelionatário. Enquanto defensor do estado, o MP vai defender o estado”, disse Wemerson sobre a denúncia.

Atualmente, Wemerson voltou a estudar e disse que está prestes a se formar em ciências biológicas. Ele atua como professor particular, faz estágio e ministra palestras na área de educação. Com a portaria da Sedu, Wemerson fica impedido de atuar apenas na rede estadual de ensino, podendo dar aulas em instituições federais, municipais e particulares.

Wemerson garantiu que tem interesse em permanecer na área de educação. “Eu quero atuar em escolas municipais, ou mesmo na rede privada ou federal, mas pela rede estadual do Espírito Santo, nunca mais”.

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