Cigarro da moda entre os jovens é ameaça à saúde e causa até explosão

Além de provocarem dependência química, dispositivos são responsáveis por acidentes por explosões das baterias, que provocam queimaduras e até morte

Texto: FV/Fotos: Pixabay e divulgação

O uso indiscriminado do cigarro eletrônico pode ser um perigo para quem consome, principalmente os jovens. O alerta foi feito pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca), que mostra preocupação com a adesão a esses recursos. Proibidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), os dispositivos são facilmente encontrados em feiras e no comércio.

Além de causarem dependência química, essas alternativas são responsáveis por vários acidentes por explosões das baterias, que provocam queimaduras e até morte. Segundo o instituto,  o líquido contido no cigarro eletrônico apresenta nicotina, capaz de causar princípios de incêndio em residências e doença pulmonar severa, caso seja inalado.

O rádio-oncologista Persio Freitas, do Instituto de Radioterapia Vitória (IRV), aponta os prejuízos causados ao aparelho respiratório e o potencial cancerígeno dos cigarros eletrônicos.

“Nos cigarros comuns há centenas de substâncias químicas que causam doenças respiratórias e aumentam o risco de câncer de pulmão, sendo o alcatrão a mais perigosa delas. Embora não tenha a maioria dos elementos químicos convencionais, nem alcatrão, ainda assim o cigarro eletrônico está longe de não apresentar risco de câncer e de outros males”, afirma o especialista.

O especialista afirma que a nicotina diluída nos cigarros eletrônicos se torna perigosa a partir do momento em que é aquecida.

“Quando o propilenoglicol (líquido em que a nicotina é diluída) é aquecido, se transforma em formaldeído, que é cancerígeno. Isso sem falar nos metais pesados que esse tipo de dispositivo eletrônico possui, que causam doenças respiratórias como fibrose pulmonar, bronquite crônica e enfisema”, alerta.

O próprio Instituto Nacional adverte que estudos científicos demonstram que a chance de um jovem começar a fumar cigarros convencionais quadruplica com o uso dos dispositivos eletrônicos.

Conforma a entidade, no Brasil estimam-se 18.740 casos novos de câncer de pulmão entre homens e de 12.530 em mulheres para cada ano do biênio 2018-2019. É o segundo mais frequente entre os homens e o quarto entre as mulheres.

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