Condenada mulher que atropelou e matou por ciúmes em Marechal Floriano

Texto: Rosi Lenk/Foto: Google maps

A servidora Silvana de Freitas Padilha Brito foi considerada culpada e condenada a 18 anos de prisão em regime fechado, pela morte de Claudiele Effgen. O júri popular durou em torno de 10 horas e a sentença foi proferida na noite desta terça-feira (20), em Marechal Floriano, região Serrana do Estado.

A conclusão dos jurados, é que a ré teve a intenção de matar, quando atropelou propositalmente Claudiele, em fevereiro de 2013, em Marechal Floriano. O motivo seria a suspeita de um relacionamento amoroso entre Claudiele e o marido de Silvana.

Quatro dias antes do atropelamento,  Claudimara Effgen, irmã de Claudiele, havia registrado um boletim de ocorrência na Polícia Civil de Marechal Floriano contra Silvana, afirmando que ela  teria invadido a casa da família de Claudiele com a acusação que ela estaria tendo um relacionamento  com seu marido.

Diante dos fatos, o homicídio foi considerado qualificado por três razões: motivo torpe, meio cruel e por ter impossibilitado a defesa da vítima. A decisão do júri popular foi tomada pela maioria, com quatro votos unânimes.

No momento em que o juiz realizou a leitura da sentença, a emoção tomou conta dos pais e dos outros familiares da vítima que estavam presentes, enquanto os familiares da ré se mostravam inconformados com a decisão do júri.

Após ter sido proferida a sentença, Silvana foi conduzida pela Polícia Militar à Delegacia de Polícia Civil de Venda Nova do Imigrante, de onde seria levada a um presídio feminino.

Relembre o caso:

Claudiele Effgen, 27 anos, seguia pela lateral da Rua Gustavo Hertel, em Marechal Floriano, quando foi atropelada pelo Gol, com placas MTA-2749, que era dirigido por Silvana de Freitas Padilha Brito.

O incidente ocorreu em 2013. Na época, Silvana disse à polícia que havia sido fechada por um caminhão e precisou jogar seu carro para a direita, atingindo Claudiele. Porém, nenhuma testemunha confirmou a versão da motorista, que após o atropelamento, ainda bateu em um poste.

Claudiele chegou a ser atendida no Hospital Doutor Arthur Gerhardt, em Campinho, Domingos Martins, e de lá, foi encaminhada para o Hospital São Lucas, em Vitória. Ela passou por cirurgia e morreu quatro dias depois.

Segundo o delegado Walter Barcelos, que esteve à frente do inquérito, não havia mais dúvidas que se tratava de um caso de homicídio, e não um atropelamento.

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