Caminhões incendeiam após colisão na ES 165 em Afonso Cláudio

Foto: Kennedy Lenk/Texto: Kennedy Lenk/Vídeo: Divulgação

Dois caminhões de uma mesma empresa, da Serra, ficaram destruídos na manhã desta quarta-feira (21), após colidirem na localidade de Vargem Grande, próximo ao bar e restaurante Gerê em Afonso Cláudio, região serrana do Estado. Os motoristas saíram sem ferimentos e não precisaram de socorro do SAMU. Houve filas de veículos no trecho e a Polícia Militar cuidou do transito.

Os trucados chegavam a Afonso Cláudio transportando PVS (piso) para uma escola que está em construção no município procedente da cidade Serra. De acordo com o motorista Edson Ferreira, 55, o freio de seu caminhão apresentou problemas na descida, antes da lombada, e não pôde evitar o choque contra a parte traseira da carroceria do caminhão a sua frente, conduzido pelo colega de trabalho, Dimas Rodrigues, 60 anos.

Edson e seu colega conseguiram escapar das chamas, que iniciou muito rápido. Às margens da rodovia ES 165, eles assistiam o fogo consumir o que restava dos caminhões. A Defesa Civil, Maquinários da prefeitura e o Corpo de Bombeiros de Venda Nova do Imigrante foram acionados, mas quando chegaram ao local não tinha muito que fazer. O fogo invadiu uma vegetação de um terreno ao lado da pista, mas foi debelado antes que propagasse para uma residência vizinha.

Para o Diário ES e Rádio Mais FM, o motorista Edson Ferreira disse que o fogo ocorreu por conta do óleo de freio que escapou e atingiu a lona quente. Um morador da região afirmou que o fato do motorista não conhecer a estrada pode ter contribuído. “Ele não estava em velocidade de risco, mas caminhão com tanto peso, o cuidado deve ser redobrado. Acredito que ele botou o pé no freio já em cima da lombada,” disse um profissional que não se identificou.

 Perguntado, Edson disse que era o primeiro transporte para Afonso Cláudio, mas que seguia a mesma velocidade de seu colega que seguia a sua frente, justamente para não correr risco. Depois  do susto, ele falou de sua família. “Ainda não liguei para minha família. Sou avô e tenho esposa e filhos me esperando e não quero preocupá-los com a notícia. O que importa é que eu e meu amigo estamos bem,” disse ainda assustado, Edson Ferreira.

Sob o comando do capitão Rogério Schenerock, a polícia reservada, os policiais Pereira e Ramos só liberaram o transito às 13 horas, após se certificarem que o trecho estava totalmente seguro.  O diretor da empresa esteve no local e contatou o seguro dos caminhões para a contratação de guincho. Os destroços dos caminhões só foram retirados da pista no início da noite.

 

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